Vamos debater a Saúde Única?

Mudanças climáticas, perda de biodiversidade, degradação ambiental, pandemias, resistência aos antimicrobianos, riscos na segurança dos alimentos e insegurança alimentar são faces da mesma crise sistêmica global, profundamente interconectadas com o modelo econômico capitalista dominante.

A implementação de estratégias baseadas na abordagem Uma Só Saúde torna-se essencial para enfrentar os desafios contemporâneos de forma mais efetiva, promovendo uma visão sistêmica que integra as dimensões da saúde humana, animal, vegetal e ambiental. Leia mais no link https://lnkd.in/dviaf87N

Mudanças Climáticas e Medicina Tropical: Estratégias para o enfrentamento das Doenças e Agravos sob a Abordagem Uma Só Saúde/Saúde Única

60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical com o tema central “Mudanças Climáticas e Impactos nas Doenças Tropicais”

Relatório Consolidado

Em oficina realizada como atividade pré-congresso com o tema “Mudanças
Climáticas e Medicina Tropical: Estratégias para o enfrentamento das Doenças e Agravos sob a Abordagem Uma Só Saúde/Saúde Única”
no 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) no Centro de Convenções de João Pessoa (CCJP), no dia 02 de novembro de 2025, na cidade de João Pessoa, estado da Paraíba, os participantes aprofundaram o diálogo e a construção coletiva, buscando propostas para o enfrentamento dos desafios que as mudanças climáticas impõem aos biomas, à biodiversidade e às comunidades vulneráveis.

Entre setembro e outubro de 2025, foram realizados três webinários preparatórios que abordaram temas prioritários considerando as emergências, justiça e adaptação às mudanças climáticas. Esses eventos resultaram na elaboração de um documento base que foi discutido durante a oficina, com priorização das propostas consolidadas neste documento.

Essa oficina foi organizada pelo 60º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pela Associação Brasileira de Saúde Única (ABRASUNI), pela Coordenação Geral de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial (Grupo Técnico de Uma Só Saúde), pela Coordenação de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde e pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde.

Em seguida, registramos as propostas definidas na oficina nos diferentes temas abordados:

Emergências climáticas e seus Impactos nos Ecossistemas, Biodiversidade,
territórios, nas doenças e agravos.

  1. Construir e/ou fortalecer redes colaborativas intersetoriais, transdisciplinares e multiprofissionais que integrem dados, amostras biológicas, indicadores, estratégias, políticas e pessoas para a adaptação e o enfrentamento às emergências climáticas na interface de Uma Só Saúde.
  2. Fortalecer a vigilância em saúde frente às emergências climáticas, ampliando o uso integrado de plataformas de riscos ambientais e amostras biológicas para apoiar a tomada de decisão territorializada, a detecção precoce de doenças e agravos e a proteção das populações.
  3. Estabelecer estratégias de comunicação especializada e educação
    permanente, sobre o tema das emergências climáticas e doenças e agravos, utilizando linguagem acessível e canais para diferentes públicos e contextos específicos.
  4. Estabelecer e executar análises de risco para identificar áreas e hospedeiros relacionados à introdução, dispersão e circulação de patógenos emergentes, reemergentes, negligenciados e fatores de resistência que demandem vigilância aprimorada, com a alocação de recursos e infraestrutura necessários.
  5. Identificar e modelar cenários climáticos críticos na expansão de doenças e/ou agravos, para planejar respostas de curto, médio e longo prazo, a
    eventos extremos, na perspectiva atual e futura dos impactos.
  6. Investir em formação e gestão profissional especializada para
    operacionalização de redes colaborativas, incluindo contratação de equipes de comunicação.
  7. Institucionalizar a cadeia de custódia adequada de amostras biológicas e
    acesso a dados em repositórios, mediante fluxos definidos, garantindo a
    biossegurança e biosseguridade.
  8. Desenvolver e implementar ações educativas multi e transdisciplinares e
    estratégias da abordagem Uma Só Saúde e a adaptação e o enfrentamento das emergências climáticas nas competências educacionais e nos
    instrumentos de avaliação nos distintos níveis de educação.

Justiça Climática, Impactos Sociais, Econômicos e de Saúde dos povos e
comunidades tradicionais.

  1. Promover a educação climática intercultural, integrando o conhecimento
    sobre as mudanças climáticas com os saberes, valores e práticas de
    diferentes culturas, promovendo o respeito mútuo, a cooperação e a ação coletiva diante da crise ambiental global, visando desenvolver uma nova
    consciência socioambiental e mudança da realidade.
  2. Fortalecer a educação política e o controle social, visando instrumentalizar a sociedade para acompanhar, cobrar e fiscalizar a atuação do poder público, considerando/respeitando os princípios da democracia participativa e representativa e o uso estratégico das redes sociais.
  3. Garantir a representação política de grupos minoritários para implementar uma justiça inclusiva para que os poderes reconheçam a implementação da Resolução 169 da Organização Internacional do Trabalho para participar nas
    decisões políticas da sociedade.
  4. Estimular o diálogo entre modelos de conhecimento.
  5. Reconhecer os saberes dos diferentes povos e demais segmentos sociais combatendo o racismo ambiental e científico que lhes são apregoados por meio de parcerias institucionais.
  6. Adotar uma abordagem universalista considerando que suas relações devem ser horizontais, de escuta e negociação conforme preconiza o Art. 225 da Constituição Federal.
  7. Estabelecer parcerias intersetoriais e multidisciplinares, visando integrar as perspectivas e tecnologias dos povos e comunidades tradicionais, como em instituições acadêmicas e de pesquisa. Com isso, a proposta visa estimular o diálogo entre modelos de conhecimento, visando superar assimetrias e construir um saber mais humano, considerando/respeitando as diferenças, as necessidades de a ciência ser mais humana, reconhecendo os povos e comunidades tradicionais como sujeito e não como objeto ou recursos.
  8. Garantir e ampliar a representação e a participação política de grupos
    minoritários, visando que as realidades dos povos do campo, das águas e da floresta e pessoas com sequelas em decorrência de doenças e agravos relacionadas a mudança do clima sejam consideradas nas decisões
    legislativas, considerando/respeitando a inclusão de povos e comunidades
    tradicionais no parlamento e a necessidade de “pensar a realidade por meios da participação” e “ampliar participação no parlamento”.
  9. Reconhecer o conhecimento dos povos e comunidades tradicionais na
    medicina tropical, visando valorizar suas tecnologias e sistemas de
    conhecimento, considerando/respeitando sua habitação milenar no território e o desenvolvimento de tecnologias de manejo e medicina.
  10. Garantir a proteção territorial integrada dos povos e comunidades tradicionais visando assegurar a qualidade de vida e a continuidade de seus modos de existência, considerando/respeitando que o território é visto como corpo e casa, essencial para a saúde e a subsistência dos povos.

Adaptação às Mudanças Climáticas e os Serviços Essenciais no contexto de
“Uma Só Saúde”/Saúde Única

  1. Integrar os Planos Clima, AdaptaSUS, Uma Só Saúde e outros planos e
    políticas públicas intersetoriais que colaboram para promoção de Uma Só Saúde.
  2. Apoiar estados e municípios na elaboração e implantação de planos de
    adaptação à mudança do clima de forma intersetorial, considerando as
    especificidades locais, mediante a disponibilização de guias técnicos, metodologias de trabalho, oficinas e apoio permanente aos especialistas multidisciplinares.
  3. Reconhecer as capacidades técnicas, institucionais e comunitárias, e
    fortalecer, por meio de educação popular, a compreensão da relação entre mudanças climáticas e Uma Só Saúde, e a participação ativa na elaboração e implementação dos planos.
  4. Integrar efetivamente os princípios de justiça climática, equidade, transição justa e consideração das diferenças de gênero, raça e vulnerabilidade social
    na concepção e implementação de planos de adaptação, reconhecendo que
    as populações vulnerabilizadas sofrem desproporcionalmente os impactos
    das emergências climáticas e devem ser prioridades nas ações de mitigação e resposta.
  5. Reconhecer e operacionalizar a indissociabilidade entre a Segurança Hídrica, Alimentar e Nutricional, e a Biodiversidade como elementos essenciais nos planos de adaptação climática, no contexto de Uma Só Saúde.
  6. Buscar soluções de melhoria e adaptação dos serviços de saúde para
    aumentar sua resiliência frente aos impactos das emergências climáticas e
    outros riscos ambientais visando garantir a continuidade, a qualidade e a
    segurança dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
  7. Desenvolver estratégias integradas de financiamento (fundos nacionais e
    internacionais, parcerias público-privadas) que permitam a alocação eficiente de recursos para a implementação de planos de adaptação, mediante a união de esforços de múltiplos setores, reduzindo impactos e gerando economia de escala.
  8. Estabelecer indicadores específicos e processos de monitoramento que
    permitam avaliar continuamente a efetividade das ações de adaptação, com ciclos regulares de revisão, aprimoramento e transparência junto à sociedade civil, garantindo que os planos sejam incrementais e responsivos aos contextos em transformação.
  9. Implementar estratégias de comunicação de risco sobre impactos da
    mudança do clima na saúde humana, animal, vegetal e ambiental, utilizando linguagem acessível e canais diversificados, para que a população compreenda os riscos e saiba como se proteger e se preparar para eventos extremos.

João Pessoa, 02 de novembro de 2025.

Perspectivas para a implementação da Declaração Política sobre RAM no contexto da Uma Só Saúde

A Declaração Política de Resistência aos Antimicrobianos da 2ª Reunião de Alto Nível de Resistência aos Antimicrobianos da AGNU em setembro de 2024 reforça os compromissos dos Estados Membro na implementação de ações efetivas para a prevenção e controle da RAM e, entre outros, reduzir em 10% os óbitos por infecções resistentes no mundo até 2030; aumentar o consumo dos antibióticos da Classe Acesso em 70% e ter 100% dos Estados Membro com os Planos Nacionais atualizados, financiados e implementados.

O Ministério da Saúde está no processo de revisão do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR) para o período de 2025 e, a partir dos dados sobre a Carga de RAM no Brasil e na América Latina, promove o webinário sobre as perspectivas para a implementação da Declaração Política de RAM no âmbito do PAN-BR.

O webinário é uma das atividades realizadas pelo GT de Resistência aos Antimicrobianos/CGLAB (Portaria GM/MS Nº1.929/2021) para melhorar a conscientização e engajamento sobre RAM como um problema de saúde pública no Brasil.

É uma das estratégias adotadas para difundir e discutir os temas relevantes para a prevenção e controle da RAM, a partir da perspectiva global, regional e nacional e auxiliar o processo de priorização de ações durante a revisão do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da RAM 2025-2030.

Os webinários são traduzidos para o inglês e espanhol de modo a possibilitar a participação de palestrantes e participantes de outras nacionalidades e promover a integração, principalmente, com os países da América Latina.

Os temas tratados serão:

Carga de Resistência aos Antimicrobianos no Brasil e na América Latina – Aspectos globais, regionais e multissetoriais para a implementação da Declaração Política de RAM e da Agenda de Prioridades estratégicas e operacionais para RAM da OMS

Abertura: Dra Mariângela Simão – Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente – SVSA/MS

Panelistas:

Dr. Mohsen Naghavi – Institute for Health Metrics and Evaluation – Universidade de Washington

Dr. Yvan Hutin – Diretor Vigilância, Prevenção e Controle da AMR Division – WHO HQ

Dr. Pilar Ramon Pardo – Coord. Do Programa Especial de Resistência aos Antimicrobianos da OPAS WDC

Dr Nelea Motriuc – Coord. da AMR Multi-Stakeholder Partnership Platform – Quadripartite/FAO

  • Data 10/06/2025
  • Horário: 10h30
  • Local: Plataforma Zoom – bit.ly/44PLL9e

NOTA PÚBLICA DE REPÚDIO

Contra o Novo Marco Regulatório da Educação a Distância (EaD) na Formação Superior em Saúde

A Associação Brasileira de Saúde Única – ABRASUNI, CNPJ 58.265.953/0001-61, entidade representativa comprometida com a defesa da saúde, da ciência e da ética profissional, vem, por meio da presente nota, manifestar seu veemente repúdio ao Decreto publicado em 19 de maio de 2025, subscrito por Sua Excelência o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação, Camilo Santana, que dispõe sobre a oferta de educação a distância por instituições de educação superior em cursos de graduação no Brasil.


Embora se reconheça o avanço representado pelas exigências considerando o formato presencial para os cursos de Medicina, Enfermagem, Odontologia, Psicologia, o referido decreto incorre em grave omissão ao permitir que os demais cursos da área da saúde sejam ofertados em modalidade semipresencial, que, na prática, preserva os mesmos vícios do antigo modelo EaD. Tal permissividade afronta os princípios constitucionais da eficiência administrativa, da proteção à saúde e da responsabilidade do Estado frente à qualidade da formação profissional em áreas essenciais. É inadmissível que, diante de relatórios oficiais, investigações jornalísticas, manifestações do Conselho Nacional de Saúde e da sociedade civil sobre a precariedade da formação por EaD e a ausência de fiscalização efetiva, o Governo Federal mantenha aberta a possibilidade de formação remota para profissões que lidam diretamente com a vida e a saúde.

Cabe destacar, ainda, que a Resolução nº 287, de 08 de outubro de 1998, do Conselho Nacional de Saúde, reconhece formalmente 14 categorias profissionais de saúde de nível superior, cuja atuação é essencial para a integralidade da atenção no Sistema Único de Saúde (SUS). A Resolução — aprovada na 81ª Reunião Ordinária do Plenário do Conselho — respalda a caracterização das seguintes profissões como profissionais de saúde: Assistentes Sociais, Biólogos, Biomédicos, Profissionais de Educação Física, Enfermeiros, Farmacêuticos, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Médicos, Médicos Veterinários, Nutricionistas, Odontólogos, Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais.

A exclusão da exigência de formação presencial para a maioria dessas categorias, apesar do reconhecimento legal e institucional de sua atuação no campo da saúde, revela um critério arbitrário e desprovido de fundamentação técnica, que compromete a isonomia entre as profissões e fragiliza a atenção integral à saúde, princípio basilar do SUS.

Dessa forma, a ABRASUNI:

Reitera sua oposição categórica à oferta de cursos de graduação na área da saúde nas modalidades predominantemente a distância ou denominadas “semipresenciais”;

● Requer formalmente ao Ministério da Educação (MEC) a inclusão de todas as categorias profissionais de saúde listadas na Resolução CNS nº 287/1998 no rol de cursos com oferta exclusivamente presencial, com fundamento em critérios técnicos aplicados aos cursos já assim enquadrados;

Informa que atuará, em conjunto com os Conselhos Profissionais da Saúde e o Ministério Público, na adoção de medidas jurídicas cabíveis, inclusive de natureza judicial e administrativa, a fim de assegurar que a formação dos futuros profissionais da saúde atenda aos princípios constitucionais da qualidade, segurança, isonomia e responsabilidade social.

Reafirmamos que a expansão do acesso à educação superior é uma diretriz legítima e necessária, mas não pode ser promovida em detrimento da qualidade da formação em saúde, tampouco à revelia da proteção da vida, da ciência e da ética profissional.

Brasília, 21 de maio de 2025.

Associação Brasileira de Saúde Única – ABRASUNI


CNPJ 58.265.953/0001-61
http://www,abrasuni.com.br

CNPJ 58.265.953/0001-61

Rua Bertolino Vieira, 97, Vila Morumbi, Campo Grande/MS, CEP 23 79.052-050,

1ª ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA – 2025

CONVOCAÇÃO AOS SENHORES ASSOCIADOS

Em atenção ao que determina o CAPÍTULO VI (DA ASSEMBLEIA GERAL), nos artigos 22 (vinte e dois), 24 (vinte e quatro) e 25 (vinte e cinco) do Estatuto Social da Associação Brasileira de Saúde Única – ABRASUNI, ficam convocados os senhores (as) associados (as) para a Assembleia Geral Ordinária a se realizar no dia 26 de fevereiro de 2025, de forma remota, no ambiente virtual Google Meet (https://meet.google.com/upr-bbhy-kvo) , às 16h00 em primeira convocação, com quórum legal, ou às 16h30, em segunda convocação, com qualquer número de presentes, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:  

  1. Informes gerais;
  2. Cadastro de associados;
  3. Valores de anuidade para Sócios;
  4. Calendário Anual de Reuniões;
  5. Proposta de Diretorias Técnicas, Grupos de Trabalho, Comissões Temporárias e Fórum de Pesquisa;
  6. O que ocorrer.

Atenciosamente

David Soeiro Barbosa

Presidente da Associação Brasileira de Saúde Única

Carta de São Paulo ao compromisso no fortalecimento da “Saúde Única/Uma Só Saúde”

Veja na íntegra a carta aberta desenvolvida durante o 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, com o lema “Medicina Tropical sob o olhar da Saúde Única”, realizado entre 22 e 25 de setembro de 2024, em São Paulo/SP.

Em oficina realizada como atividade pré-congresso com o tema “Desafios para a implementação da “Saúde Única/Uma Só Saúde” em um cenário de mudanças climáticas” no 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no dia 22 de setembro de 2024, na cidade de São Paulo, os participantes reafirmam o reconhecimento da conexão entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental, além da necessidade de compromisso coletivo com a implementação da “Saúde Única/Uma Só Saúde” no contexto das mudanças climáticas.

Entre junho e setembro de 2024, foram realizados sete webinários preparatórios que abordaram temas prioritários, considerando o plano de ação conjunto de “Saúde Única/Uma Só Saúde” desenvolvido pelas organizações — Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Esses eventos resultaram na elaboração de um documento base que foi discutido na oficina, com priorização das propostas consolidadas neste documento.

Essa oficina foi organizada pelo 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, pela Rede Saúde Única Brasil (One Health Brasil), pelo Grupo Técnico de Uma Só Saúde (GT-Uma Só Saúde) da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Ministério da Saúde. Em seguida, registramos os compromissos e as reivindicações definidas na oficina nos diferentes temas abordados:

Reforçar as capacidades de “Saúde Única/Uma Só Saúde” para fortalecer os sistemas de saúde:

  1. Desenvolver e implementar políticas que considerem a abordagem “Saúde Única/Uma Só Saúde”, visando equidade e inclusão, respeitando as especificidades territoriais, sociais e culturais de todas as populações.
  2. Incentivar, estruturar e fortalecer ações com instituições de ensino e pesquisa incorporando a abordagem “Saúde Única/Uma Só Saúde” para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do desenvolvimento de currículos acadêmicos, campanhas educativas, redes colaborativas, estabelecendo colaborações transdisciplinares e intersetoriais no Brasil e no exterior para o enfrentamento de problemas complexos e particularidades em diferentes níveis.
  3. Incluir a abordagem “Saúde Única/Uma Só Saúde” nos protocolos, planos de preparação e estruturas para respostas rápidas a emergências de saúde pública.
  4. Apoiar o financiamento de pesquisas que contemplem a abordagem “Saúde Única/Uma Só Saúde” em chamadas focadas em temas emergentes, como zoonoses e sua interrelação com mudanças climáticas e saúde ambiental, incluindo no debate a biodiversidade e relações ecológicas.
  5. Fortalecer o Comitê Interinstitucional de “Uma Só Saúde” criando mecanismos que permitam a inclusão e efetiva participação de representantes de diferentes entes federados, instituições da comunidade científica e da sociedade civil organizada.
  6. Desenvolver centros de inteligência em “Saúde Única/Uma Só Saúde” que permitam a integração dos diferentes sistemas de informação, facilitando o processo de tomada de decisões baseadas em evidências e para que estes possibilitem uma análise ampliada quanto aos determinantes e as desigualdades na saúde.
  7. Fortalecer infraestruturas de vigilância em saúde para monitoramento e resposta a doenças emergentes, especialmente em regiões vulneráveis, além de fomentar cooperação internacional, principalmente em áreas de fronteira, para compartilhar conhecimentos e estratégias eficazes na prevenção e resposta a emergências ambientais e de saúde.
  8. Repensar o sistema alimentar global, reduzindo a dependência da pecuária industrial e uso de agrotóxicos, promovendo a sociobiodiversidade, a agroecologia e a bioeconomia das plantas medicinais, os saberes tradicionais e dos povos originários, conjugando a importância da “Saúde Única/Uma Só Saúde” em práticas sustentáveis na produção de alimentos.
  9. Implementar políticas para preservação de florestas naturais dos diferentes biomas, manter a biodiversidade e prevenir doenças zoonóticas, realizando campanhas de educação pública sobre prevenção e conservação ambiental, destacando ligações entre exploração animal, desmatamento e doenças.
  10. Ampliar o debate e a sensibilização sobre a relevância da “Saúde Única/Uma Só Saúde” na medicina tropical e saúde coletiva, focando na interseção entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental, buscando que conferências e congressos considerem estas ligações, além da realização de workshops para a construção de relatórios e planos de ação sobre “Saúde Única/Uma Só Saúde”, garantido que esses sejam utilizados como guias para atividades futuras.

O Controle Social na Perspectiva de “Saúde Única/Uma Só Saúde”

  1. Fortalecimento do Controle Social na “Saúde Única/Uma Só Saúde”, por meio do incentivo à participação ativa de diferentes setores da sociedade, incluindo movimentos sociais, organizações ambientais, profissionais da saúde e os conselhos de saúde em todas as esferas.
  2. Ampliação da compreensão e educação sobre “Saúde Única/Uma Só Saúde”, desenvolvendo programas educativos que abranjam desde currículos escolares até a formação de profissionais de saúde, destacando a interconexão entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental.
  3. Inclusão dos determinantes sociais e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030 no debate, incorporando uma análise aprofundada dos determinantes sociais, econômicos e políticos da saúde na abordagem “Saúde Única/Uma Só Saúde,” para garantir que políticas de saúde sejam mais inclusivas e abrangentes.
  4. Fortalecer os sistemas de vigilância em saúde, integrando as vigilâncias sanitária, epidemiológica, ambiental e do trabalhador e da trabalhadora, para abordar, de maneira abrangente, os desafios da “Saúde Única/Uma Só Saúde”. Essa integração deve ser construída por meio da Política Nacional de Vigilância em Saúde, funcionando como um instrumento de articulação entre diversas políticas públicas.
  5. Estabelecer mecanismos de coordenação intersetorial e interfederativa com participação da sociedade civil, para implementar ações coordenadas que promovam a “Saúde Única/Uma Só Saúde” em todos os níveis.
  6. Desenvolver estratégias de financiamento que garantam recursos suficientes para a implementação das ações de “Saúde Única/Uma Só Saúde”, incluindo investimento em vigilância, educação e ações preventivas.
  7. Desenvolver e implementar políticas públicas que integrem saúde, meio ambiente e sociedade, promovendo ações preventivas e sustentáveis, como a agroecologia e a proteção de ecossistemas.
  8. Envolvimento de movimentos sociais e comunidades locais, por meio do incentivo à criação de conselhos locais de gestão do território que integrem saúde, ambiente e desenvolvimento social, com a participação ativa de movimentos sociais e comunidades.
  9. Estabelecer mecanismos de pactuação, monitoramento de indicadores e avaliação contínua das ações baseadas na abordagem de “Saúde Única/Uma Só Saúde”, garantindo transparência, eficiência e eficácia das políticas implementadas.
  10. Estabelecer instrumentos legais e administrativos para implementação e execução de ações relacionadas à “Saúde Única/Uma Só Saúde” como política de Estado, assegurando sua continuidade independentemente de mudanças de governos.

Reduzir os riscos de zoonoses emergentes e reemergentes, epidemias e pandemias

  1. Criar e fortalecer sistemas de vigilância baseados em eventos a partir de bases comunitárias, integrados, mobilizando e capacitando comunidades locais, conectando saúde humana, animal, vegetal e ambiental, e desenvolvendo redes de vigilância em saúde com tecnologias avançadas para monitoramento e alerta.
  2. Estabelecer e aprimorar sistemas robustos de vigilância sentinela em animais silvestres (utilizando Centros de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres – Cetras, entre outros) e vigilância ativa e passiva, estabelecendo fluxos intersetoriais para monitorar doenças emergentes e reemergentes no país, em áreas fronteiriças, em áreas de risco e em diferentes biomas.
  3. Desenvolver e implementar sistemas robustos de monitoramento para espécies domésticas e silvestres, e adequar o sistema existente para integração e multisetorialidade; implementar a coleta de dados do território com rotina de análise e devolutiva, e compartilhar com outras instituições oficiais nas diferentes áreas humanas, animal, vegetal e ambiental, permitindo a geração de banco de dados que possibilite análises espaciais e monitoramento e alerta precoce em áreas ecossistêmicas críticas e para identificação de áreas de risco.
  4. Garantir recursos (profissionais capacitados em diferentes níveis, econômicos, estrutura física, equipamentos e afins.) para fortalecer a vigilância sindrômica de base laboratorial animal, humana, vegetal e ambiental e implementar a interoperabilidade dos sistemas dessas redes laboratoriais para melhorar a capacidade de detecção e resposta rápida a patógenos.
  5. Desenvolver e implementar política pública de “Saúde Única/Uma Só Saúde”, promovendo o desenvolvimento sustentável e abordando desafios de saúde, de forma colaborativa e transdisciplinar, considerando também, e de forma especial, as populações em situações de vulnerabilidade, comunidades tradicionais e originárias garantindo equidade de acesso à saúde e integrando saúde humana, animal, vegetal e ambiente.
  6. Estabelecer comitês e grupos de trabalho intersetoriais permanentes, com canais de comunicação eficientes entre várias instituições (Ministérios da Saúde, Agricultura e Pecuária, Meio Ambiente e Mudança do Clima e outros), focados na estruturação de planos de contingência para o enfrentamento de zoonoses emergentes, reemergentes e emergências climáticas.
  7. Promover campanhas e programas educativos contínuos para conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância da vacinação, as influências recíprocas entre meio ambiente e saúde humana, animal, vegetal, os riscos de zoonoses e suas formas de transmissão e medidas preventivas, incentivando o engajamento comunitário.
  8. Estabelecimento de uma agenda de incentivo para desenvolvimento de pesquisas e inovação transversais e multidisciplinares, com abordagem de “Saúde Única/Uma Só Saúde” (mudanças climáticas, padrões de migração de espécies, mudanças na paisagem, zoonoses, biotecnologias desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnóstico para detecção precoce de patógenos, entre outros).
  9. Liderar, defender e promover o princípio de “Saúde Única/Uma Só Saúde”, por meio do estabelecimento e fortalecimento de parcerias globais e nacionais, para coordenar respostas a surtos, compartilhar práticas, trocar informações e colaborar em pesquisas, vigilância e gestão de doenças e obtenção de financiamento, recursos e tecnologia de ponta para melhorar a capacidade de resposta, aumentar a visibilidade das necessidades dos países em desenvolvimento e negociar melhorias no Regulamento Sanitário Internacional.
  10. Incentivar a adoção de práticas agrícolas sustentáveis para redução dos riscos à saúde humana, animal, vegetal e do meio ambiente. Combater desmatamento e incêndios que afetam habitats críticos e promover conscientização sobre as repercussões das ações humanas no ecossistema e na saúde coletiva.

Controlar e eliminar doenças zoonóticas endêmicas e tropicais negligenciadas e doenças transmitidas por vetores.

  1. Criar sistemas de informação integrados que facilitem a colaboração intersetorial e integrem as esferas de saúde humana, animal, vegetal e ambiental, por meio da criação de redes para o enfrentamento dos problemas complexos de saúde pública e uma abordagem holística, e fomento de práticas de saúde comunitária.
  2. Estimular a incorporação da abordagem de “Saúde Única/Uma Só Saúde” nos currículos acadêmicos, envolvendo diferentes níveis de ensino, para promover uma compreensão holística que inclua saúde humana, animal, vegetal e ambiental.
  3. Estimular a criação de coordenações dedicadas à “Saúde Única/Uma Só Saúde” nas secretarias de saúde para o desenvolvimento de políticas integradas de saúde nos planos governamentais.
  4. Fomentar o desenvolvimento de projetos que considerem o índice de vulnerabilidade para priorizar o atendimento de populações mais vulneráveis, buscando equidade e focando na vigilância e atenção integral à saúde.
  5. Conhecer o impacto das mudanças climáticas sobre as zoonoses e doenças de transmissão vetorial, buscando adaptação das estratégias de vigilância, controle e resposta rápida.
  6. Investir na formação contínua dos profissionais de diferentes setores com foco nas necessidades específicas de cada território, fornecendo recursos adicionais e ferramentas para além das tarefas rotineiras, ampliando o escopo de atuação desses profissionais.
  7. Promover ações de educação em saúde com participação ativa das comunidades, com o objetivo de melhorar o entendimento, a adesão, a promoção de saúde e novas estratégias de controle e prevenção, que reforcem a ligação entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental.
  8. Estabelecer e apoiar conselhos locais e outras estruturas sociais que possam articular demandas comunitárias e influenciar políticas públicas.
  9. Garantir o atendimento continuado em saúde, vigilância entomológica e controle de zoonoses em áreas remotas.
  10. Investir em tecnologias móveis para monitorar e analisar patógenos e vetores nas comunidades, aprimorando a vigilância em saúde humana, animal, vegetal e do meio ambiente.

Fortalecer a avaliação, gestão e comunicação dos riscos em segurança dos alimentos

  1. Fortalecer a pesquisa acadêmica objetivando um embasamento teórico e prático às políticas públicas, que desafie os paradigmas existentes, os conflitos de interesse, e que considere fatores culturais, políticos e sociais na segurança alimentar e nutricional com destaque à segurança dos alimentos.
  2. Incentivar e promover colaborações entre profissionais das áreas de saúde humana, animal, vegetal e ambiental e entre setores, como universidades, instituições de pesquisa, organizações governamentais e não-governamentais para o desenvolvimento e implementação de políticas eficazes no enfrentamento de desafios complexos, na perspectiva da segurança alimentar e segurança dos alimentos.
  3. Melhorar a coordenação entre agências governamentais, setores produtivos e grupos de interesse para abordar, de forma integrada, os desafios de saúde humana, animal, vegetal e ambiental, no contexto da alimentação e nutrição.
  4. Promover a formação de profissionais na avaliação, gestão e comunicação de riscos relacionados à segurança dos alimentos e ampliar os campos de atuação.
  5. Fortalecer práticas educativas contextualizadas para pequenos produtores de alimentos e para técnicos, com foco em gestão administrativa, financeira e estrutura de sistemas de produção de alimentos, a fim de promover maior inclusão de suas produtividades no mercado, além da promoção à saúde dos vegetais, dos animais, dos humanos e à segurança dos alimentos.
  6. Atualizar a legislação sanitária de acordo com as necessidades dos consumidores para a segurança e qualidade dos alimentos e prevenção de perdas econômicas e sanitárias, considerando o direito humano à alimentação adequada e saudável.
  7. Fortalecer canais de diálogo efetivos, por meio de programas de comunicação e educação, a fim de sensibilizar toda a população sobre segurança alimentar e nutricional, considerando a segurança dos alimentos, a saúde pública, o ambiente e as mudanças climáticas.
  8. Integrar uma visão holística e intersetorial em todas as políticas públicas relacionadas à produção de alimentos, alimentação, saúde e educação, e promover práticas de mitigação de riscos.
  9. Implementar práticas agrícolas sustentáveis e resilientes que promovam a justiça alimentar, como a agroecologia, a recuperação do solo, a diminuição do uso de combustíveis fósseis, fertilizantes nitrogenados e agrotóxicos, além de práticas de manejo de resíduos agrossilvopastoris e fertilizantes, com o objetivo de reduzir a degradação ambiental e as emissões de gases de efeito estufa provenientes da agropecuária.
  10. Promover cadeias produtivas e de consumo de alimentos que estejam alinhadas às necessidades locais e culturais das comunidades, minimizando desperdícios, reduzindo a dependência de plásticos, promovendo a disponibilidade, o acesso, a qualidade e diversidade dos alimentos na prevenção de crises alimentares.

Enfrentamento da resistência aos antimicrobianos no contexto de “Saúde Única/Uma Só Saúde”

  1. Fortalecer e integrar as ações e dados governamentais (interministeriais) para prevenção e controle da resistência aos antimicrobianos (RAM).
  2. Implantar um programa governamental de vigilância da RAM e um sistema para a integração de dados gerados em serviços de saúde e por grupos de pesquisa em nível humano, animal, vegetal e ambiental.
  3. Implementar campanhas de sensibilização com desenvolvimento amplo de programas para o entendimento e a educação sobre o uso racional de antimicrobianos e incentivar a participação ativa dos profissionais de saúde.
  4. Atualizar e fortalecer a regulamentação sobre o uso de antimicrobianos em animais, a proibição de aditivos antimicrobianos como promotores de crescimento, promover programas e implementar legislação para redução do uso de antimicrobianos em animais.
  5. Incluir módulos específicos sobre RAM nos currículos de cursos de profissionais prescritores de antimicrobianos e educação continuada com ênfase em práticas clínicas.
  6. Atualizar normas, protocolos e a aplicação de testes de susceptibilidade a desinfetantes de isolados de patógenos multirresistentes criticamente importantes, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), em ambientes hospitalares (humano e animal).
  7. Estruturar um programa nacional de prevenção de infecções e promoção do uso racional de antimicrobianos em Serviços de Saúde humana, animal e vegetal, no Brasil.
  8. Solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) o estabelecimento de uma política de controle e monitoramento sobre uso, prescrição, produção, distribuição, venda e descarte adequado, incluindo as embalagens, reforçando a logística reversa de antimicrobianos, como um dos elementos para direcionamento da política sobre RAM no Brasil, visando reduzir o uso indiscriminado desses medicamentos, assegurando acesso equitativo a medicamentos essenciais e garantindo tratamentos eficazes.
  9. Propor, em parcerias com diversas instituições, entidades e movimentos sociais, audiência pública no Congresso Nacional para avanços nos projetos que versam sobre RAM, a exemplo da tramitação do PL 2881/2023, que dispõe sobre a obrigatoriedade do fracionamento de medicamentos no Brasil.
  10. Fortalecer uma governança institucional e estabelecer um financiamento sustentável para as ações de combate à RAM.

Meio ambiente, ecossistemas e “Saúde Única/Uma Só Saúde”

  1. Integrar as políticas de saúde ambiental com as de saúde pública e saúde animal, para uma abordagem mais eficaz na prevenção e controle de doenças infecciosas e não infecciosas, pois estão fortemente ligadas à alteração do uso e ocupação do solo e a perda da biodiversidade.
  2. Estabelecer um monitoramento contínuo e integrado das doenças infecciosas e não infecciosas em humanos, animais e vegetais em áreas urbanas, rurais, comunidades indígenas e tradicionais, considerando os endemismos, prevenindo e controlando a disseminação de doenças e adaptando estratégias de resposta.
  3. Ampliar o uso de plataformas de informação participativa, como o Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS-Geo), para aumentar a coleta de dados sobre a saúde silvestre e a participação, ajudando a gerar alertas rápidos e efetivos, melhorando a resposta e a prevenção.
  4. Continuar a expansão e o aprimoramento do módulo SUS para incluir informações detalhadas sobre surtos de doenças e monitoramento de fauna, com foco em facilitar a integração de dados e a resposta rápida.
  5. Fomentar a comunicação e a coordenação entre diferentes níveis dos entes federados e da sociedade civil, envolvidos na saúde humana, animal, vegetal e ambiental, permitindo uma abordagem coordenada, cooperativa e eficaz na prevenção e controle de doenças e agravos.
  6. Fortalecer o financiamento para pesquisas sobre como a biodiversidade influencia a emergência de doenças infecciosas e os mecanismos naturais para o controle, promovendo o desenvolvimento de estratégias de mitigação mais eficazes e adaptadas às mudanças ambientais.
  7. Integrar e compartilhar dados de saúde humana, animal, vegetal, ambiental e de condições climáticas, em todos os entes federados.
  8. Intensificar as ações de combate ao desmatamento, queimadas, mineração ilegal e contaminação por poluentes físicos, químicos e biológicos, com um foco maior na proteção de ecossistemas críticos que impactam a qualidade ambiental, com reflexos na saúde.
  9. Fortalecer os serviços de fitossanidade, com foco na prevenção de doenças e na revisão da regulamentação do uso de agrotóxicos, garantindo a segurança dos alimentos e minimizando a exposição aos recursos naturais, humanos e animais não humanos.
  10. Implementar planos de contingenciamento de gestão de riscos, com ênfase no resgate, reabilitação e monitoramento de animais vítimas do tráfico, incêndios florestais e eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e outros, incluindo também os animais domésticos.

INFORME

A administração da Rede Saúde Única Brasil (One Health Brasil) idealizou e vem trabalhando arduamente para a constituição da Associação Brasileira de Saúde Única (ABRASUNI). A proposta do Estatuto Social já foi concluída e, em breve, acontecerá a Assembleia Geral de Fundação, com a participação dos sócios fundadores, quando deverão ser analisados, discutidos e aprovados a denominação e o Estatuto; também será procedida a eleição dos membros que integrarão as diretorias e os órgãos da Entidade, com mandato até a próxima Assembleia. Posteriormente, o Estatuto, a ATA da Assembleia de Fundação assinada pelos sócios fundadores e a Lista de Presença serão apresentados no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas para o registro da Associação. A partir disso, a mesma adquire personalidade jurídica e pode fazer a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, para obtenção do CNPJ. Após todos os requisitos legais serem devidamente atendidos, a Associação estará perfeitamente apta para realizar regularmente os atos necessários à sua atividade, atendendo aos fins a ela estabelecidos pelo Estatuto aprovado, sendo capaz de adquirir direitos e deveres perante a lei.

Então, finalizados os trâmites legais para a constituição da ABRASUNI, serão realizados seu lançamento oficial e a abertura das inscrições para os sócios efetivos.

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Atenciosamente,

Rede Saúde Única Brasil (One Health Brasil)

06/06/24